quinta-feira, 23 de maio de 2013

VII Seminário Povos Indígenas e o Estado: Construindo Redes no SUS

Evento foi uma parceria entre as
secretarias da Saúde e Cultura - Foto: Taiane Fagundes
Foi aberto na manhã desta terça-feira (21) o VII seminário Povos Indígenas e a Participação Social na Construção de Rede de Saúde, no auditório do Memorial do Estado do do Rio Grande do Sul. O encontro é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio de uma parceria entre as Secretarias da Saúde e Cultura (Museu Antropológico do Rio Grande do Sul) ). Tem por objetivo, construir, a partir do protagonismo indígena, propostas de qualificação da rede e de melhoria do acesso desta população à atenção integral à saúde, contemplando a diversidade social, cultural, geográfica, histórica e política.

O Seminário se encerra na próxima quinta-feira (23) com a publicação de um documento preparatório às Conferências Distritais, Regionais e Nacional de Saúde Indígena, que ocorrem de junho a novembro deste ano.
Durante a solenidade de Abertura, o secretário da Saúde Ciro Simoni disse que a história da cultura indígena tem que ser preservada, cuidada e mostrada. De acordo com ele, só no Rio grande do Sul há uma poulação de mais de 21 mil indígenas  que precisam ser atendidos pelo Sitema Único de Saúde (SUS)." É a partir do trabalho dos municípios que esta população tem que ser atendida, na  Atenção Básica, na Estratégia de Saúde da Família, que é a porta de entrada ao sistema e que organiza toda a rede ".
O diretor do Museu Antroplógico Walmir Pereira ressaltou a importância deste evento pela posssibilidade de diálogo, respeito e reconhecimento a esses povos "o que pode trazer mais protagonismo às lideranças indígenas". A Transversalidade , a interculturalidade e o reconhecimento dos indígenas como sujeitos de direitos também foram citados por Valmir como fatores importantes junto com a produção textual e a sistematização do conteúdo a ser levado à conferência nacional.
O representante do conselho Distrital de saúde Indígena, José Levino Daniel disse que pretende "levar um ânimo para o povo que está na aldeia". Falou sobre a Portaria 41/2013, do Governo do Estado que amplia recursos para a saúde indígena e que o RS tem um projeto voltado para estas etnias.
O líder kaigang, enfermeiro Pedro sales, o líder Guarani, Joel Quaraí e a representante  do Cosnelho Nacional das Mulheres Indígenas, Suzana  Tei, abordaram a problemática de saúde ainda existente nas bases, aldeias e acampamentos, como a falta de acesso a consultas e exames especializados, a falta de atendimento humanizado, e a perda da tradição e do atendimento diferenciado, previstos na política nacional da saúde Indígena.
 Também participaram da mesa de abertura, o diretor do Memorial do RS, Marcio Tavares e a representante  do escritório regional  da Secretaria especial de saúde Indígena  do Ministério da saúde, Inajara Rodrigues.  


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